Tratamento da obesidade com Psicoterapia
Rodolfo Ferraz do Prado

A obesidade é uma doença considerada crônica com fatores de risco. Como toda doença, pode ser prevenida e controlada, é comum a todas as idades, e se desenvolve frequentemente na infância. Uma das principais características do paciente obeso é o acúmulo de gordura pelo corpo.
Hoje, a obesidade é considerada uma das doenças mais graves no âmbito da saúde pública, pois o índice de mortalidade decorrente vem aumentando assustadoramente. Para piorar, da obesidade decorrem outras doenças como hipertensão, diabetes, hiperlipidemia, problemas ortopédicos e apneia do sono, que prejudicam ainda mais a saúde do obeso.
No Brasil, a obesidade é muito preocupante, pois, no fim de agosto, o Ministério da Saúde publicou estudo que aponta que 51% dos brasileiros estão acima do peso saudável.
Pode-se argumentar que a obesidade é uma doença com fatores e aspectos psicológicos caracterizando-se, assim, como uma doença psicossomática. Para a Psicologia, a obesidade é considerada uma doença psicossomática, em que a pessoa não consegue controlar sua ansiedade. Com isso, o obeso não lida adequadamente com seus sentimentos, o que gera angústia e medos, exacerbando a ansiedade, que aumenta a ingestão de alimentos, virando um círculo vicioso sem fim.
A Psicologia busca uma compreensão maior do homem, estudando não só o físico, mas o que simboliza seus sintomas físicos, sua “doença” ajudando, assim, o “doente” a se curar. A intervenção psicológica na obesidade produz grande contribuição para a melhoria da qualidade de vida do paciente, pois leva em conta os aspectos psicológicos envolvidos. O atendimento psicológico é feito com a utilização de testes, entrevistas e observações. Com isso, o psicólogo pode identificar os níveis de estresse, ansiedade e angústias do paciente, mobilizando nele disponibilidade, motivações e recursos de enfrentamento adequados às situações que a obesidade causa.
Apesar de se saber muito sobre a obesidade, ainda não se conhece exatamente a sua causa, que é considerada por pesquisadores de caráter psicológico. Entretanto, se não for tratada adequadamente, com acompanhamento psicológico, nutricional, médico e até medicações, pode causar sérios problemas, prejudicando a qualidade de vida da pessoa acometida, a qual, se bem tratada, pode levar uma vida normal como qualquer outra. Deve-se prestar atenção aos sintomas, que podem variar de pessoa para pessoa, e que atinge toda a população, sem restrições de raça, cor, religião e idade.

Rodolfo Ferraz do Pradoé psicólogo e analista de R.H.
Tels. 11-97439-3067 e 95799-0942