Diabetes. É possível viver com saúde e equilíbrio.

Regina Marcondes

O diabetes é uma doença que surge por deficiência na produção de insulina ou resistência (dificuldade) à sua ação, de forma que o organismo não consegue aproveitar o açúcar proveniente da alimentação de maneira adequada.
Uma parte deste excesso de açúcar na circulação é eliminada na urina e a outra se acumula pelo organismo, podendo gerar complicações futuras.

Regina Marcondes é farmacêutica da Micenas Farmácia de Manipulação. Formada pela UNESP-Araraquara, com Especialização em Cosmetologia pela Faculdade Oswaldo Cruz.

A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas, de acordo com os níveis de açúcar (glicose) no sangue (gli-cemia). Este hormônio é liberado em quantidades menores nos períodos entre as refeições e em quantidades maiores logo após as refeições, quando há aumento da glicemia.

A insulina transporta a glicose (energia que vem dos alimentos) para dentro das células que compõem o organismo, para que a mesma seja utilizada como fonte de energia em todas as atividades celulares, até quando estamos dormindo.

Os tipos mais comuns de diabetes são o tipo 1 e o tipo 2. O diabetes tipo 1 ocorre com mais freqüência em crianças e jovens, com peso corporal freqüentemente baixo, não é hereditário, os níveis de insulina são baixos, necessitando terapia insulínica. No diabetes tipo 1, normalmente aparecem as complicações agudas graves.

O diabetes tipo 2 é comum em pessoas com 40 anos ou mais, com excesso de peso. Os níveis de insulina podem ou não estar elevados, a terapia insulínica é empregada na maioria dos casos durante a evolução da doença. As complicações agudas são raras.

Os sintomas e sinais mais comuns são cansaço e fraqueza, perda de peso, fome e sede excessiva, muita urina, inclusive nictúria (urinar várias vezes a noite), além de visão turva, cicatrização lenta, formigamento e dormência nos membros inferiores e, no caso de diabetes do tipo 2, o diagnóstico sempre vem associado a um dos tipos de complicação, como a hipertensão arterial.
Vale lembrar que nem todas as pessoas apresentam esses sintomas ou sinais.

Os portadores de diabetes do tipo 1 apresentam os sintomas pronunciados e os do tipo 2 podem levar anos para perceberem algum sinal ou sintoma. Por isso, é importante consultar o seu médico e fazer exames regularmente. Quanto mais tarde o diagnóstico, maior a gravidade da doença, podendo aumentar o risco de evolução para complicações crônicas.

Fique atento aos fatores de risco: pessoas com 40 anos ou mais, pessoas com excesso de peso, casos de diabetes na família (pais, avós, irmãos), mulheres que apresentaram diabetes durante a gestação ou que tiveram bebês com 4kg ou mais ao nascer, se-dentarismo, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Para saber se você tem diabetes é só procurar o seu médico, que o encaminhará para fazer o exame.
Os valores normais de açúcar no sangue, ficam entre 70 e 90mg/ml. Valores acima de 100 - 125mg/ml são considerados alterados. Lembrando que o paciente deve estar em jejum para a realização do exame.

O diabetes apresenta várias complicações graves, entre elas, insuficiência renal, alteração da sensibilidade dos pés, doenças cardíacas (infarto, angina, arritmias), problemas circulatórios, principalmente nos membros inferiores e cerebrais, podendo causar amputações e acidente vascular cerebral.

Uma alimentação saudável, a prática de atividade física orientada por profissionais, controlar o peso e evitar o fumo são algumas dicas de como evitar o diabetes.

Atualmente, o diabetes não tem cura, mas uma vida normal é perfeitamente possível quando existe a cons-cientização da necessidade de fazer o uso correto dos medicamentos, controle das taxas de glicemia (evitando o sobe e desce), uma alimentação balanceada, uma atividade física, isso tudo sob orientação de profissionais relacionados com sua atividade.
Este é o segredo para viver mais e com qualidade de vida.